Bem a descoberta das aldeias de Xisto continua… Figueira é uma aldeia no concelho de Proença-a-Nova. Há poucas aldeias “em xisto” neste percurso Rede de Aldeias de Xisto, mas Figueira mantém a arquitectura e o modo de vida.De facto, e por enquanto, resta finalizar ainda muitas obras, casas ainda em restauro, iluminação que está a ser colocada, mas sente-se o modo de vida rural, o cheiro a cultivo, os sons dos animais domésticos, os produtos das colheitas aqui e ali. Figueira é uma aldeia simples, é aí que está a sua beleza. Quem não gosta de aldeias… não a vai entender decerto.
Calma nas ruas, silencioso o ambiente. Poucas pessoas encontramos, mas as que se cruzam connosco, são afáveis e fazem-nos sentir bem vindos. Como sempre os animais cumprimentam-nos. Para além do cão de grande porte e tão afável que nos causa espanto, até ao gatinho que nos olha desconfiado. Os gansos e galinhas assinalam a nossa passagem com grande alvoroço, e descobrimos até uma ninhada de pintainhos – que lindos!
A aldeia parece pequena mas quando a percorremos, encontramos outros motivos de entusiasmo, candeeiros “à moda antiga”, becos que se revelam, estreitas ruas que fazem lembrar os cenários das histórias dos nossos pais… convívio dos jovens sentados num balcão, o jogo da apanhada no labirinto da aldeia, o jogo do pião e do arco…
O ex libris da terra é de facto o forno comunitário que tem um sistema de marcação, encontramos na parede um “calendário” que permite assinalar quem coze… segredos de uma comunidade rural…
Há nestas visitas sempre um momento lúdico e um momento de emoção. Lúdico pois querendo ou não aprendemos e descobrimos um outro lado do dia a dia no nosso mundo, no nosso pequeno país, na nossa minúscula vida. Estas comunidades existem há muito mais tempo que o tempo que nós duramos, é de facto compreensível que se preservem. Não só o património construído mas sobretudo a vivencia comunitária – é ela que faz com que a aldeia sobreviva. E mesmo que, como eu, sejamos naturais de uma aldeia ali descobrimos sempre uma faceta nova, uma interpretação diferente das coisas e da vida. Consegue-se adivinhar nos olhos de quem encontramos, que eles sabem coisas que nós não sabemos (e quase os invejo por isso).
A emoção vem da partilha, do reconhecer algum pormenor, da tristeza de ver estes mundos escondidos, abandonados pelas populações activas, que ali teriam qualidade de vida… A emoção vem da partilha que existe entre quem está e quem passa… para um e outro a tristeza é a sério quando partimos.
Mais informação sobre a aldeia em http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/3/5/139/140.
Mais fotos em:
http://pafonso.multiply.com/photos/album/133/Figueira
Calma nas ruas, silencioso o ambiente. Poucas pessoas encontramos, mas as que se cruzam connosco, são afáveis e fazem-nos sentir bem vindos. Como sempre os animais cumprimentam-nos. Para além do cão de grande porte e tão afável que nos causa espanto, até ao gatinho que nos olha desconfiado. Os gansos e galinhas assinalam a nossa passagem com grande alvoroço, e descobrimos até uma ninhada de pintainhos – que lindos!
A aldeia parece pequena mas quando a percorremos, encontramos outros motivos de entusiasmo, candeeiros “à moda antiga”, becos que se revelam, estreitas ruas que fazem lembrar os cenários das histórias dos nossos pais… convívio dos jovens sentados num balcão, o jogo da apanhada no labirinto da aldeia, o jogo do pião e do arco…
O ex libris da terra é de facto o forno comunitário que tem um sistema de marcação, encontramos na parede um “calendário” que permite assinalar quem coze… segredos de uma comunidade rural…
Há nestas visitas sempre um momento lúdico e um momento de emoção. Lúdico pois querendo ou não aprendemos e descobrimos um outro lado do dia a dia no nosso mundo, no nosso pequeno país, na nossa minúscula vida. Estas comunidades existem há muito mais tempo que o tempo que nós duramos, é de facto compreensível que se preservem. Não só o património construído mas sobretudo a vivencia comunitária – é ela que faz com que a aldeia sobreviva. E mesmo que, como eu, sejamos naturais de uma aldeia ali descobrimos sempre uma faceta nova, uma interpretação diferente das coisas e da vida. Consegue-se adivinhar nos olhos de quem encontramos, que eles sabem coisas que nós não sabemos (e quase os invejo por isso).
A emoção vem da partilha, do reconhecer algum pormenor, da tristeza de ver estes mundos escondidos, abandonados pelas populações activas, que ali teriam qualidade de vida… A emoção vem da partilha que existe entre quem está e quem passa… para um e outro a tristeza é a sério quando partimos.Mais informação sobre a aldeia em http://www.aldeiasdoxisto.pt/aldeia/3/5/139/140.
Mais fotos em:
http://pafonso.multiply.com/photos/album/133/Figueira
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