domingo, 24 de agosto de 2008

Pitões de Júnias

Pitões de Júnias pertence ao concelho de Montalegre dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, chega-se à aldeia a partir da nacional 513 (Travassos, Tourém).

Pitões de Júnias foi para mim uma surpresa. Quando atravessei a aldeia, encontrando um rebanho de bovinos nunca imaginei o que iria ver…

Deixámos o carro junto ao cemitério da aldeia e descemos uma encosta cujo caminho é calcetado… Aqui e ali encontramos indicações que nos informam das direcções a seguir.

Chegamos a um pequeno largo que se divide em duas direcções: escolhemos descer primeiro ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias, pertencente à ordem de Cister (cuja data provável de fundação é 1147) – declarado Monumento Nacional em 1950. Ao lado está o ribeiro de Campesino, cujas águas claras dão um ambiente musical e etéreo ao local.

Sentimo-nos em paz ali, o isolamento do local e o seu contexto tornam-no único. A Igreja é a estrutura que se mantém por inteiro: ao lado o mosteiro em ruínas deixa adivinhar os claustros, a cozinha, um forno… Vale a pena descobrir aqueles mistérios. E observar as águas límpidas do ribeiro.

Regressamos ao cruzamento acima e continuamos na direcção da cascata do ribeiro de Campesinho. Seguimos o curso de uma levada cheia de água fresca (que mais tarde nos serve para refrescar). A certa altura revela-se uma escadaria longa em madeira E aí pensei que descer seria fácil, mas subir… uiiii!!! Mas vale a pena, nem pensar em desistir.

Foi criado um miradouro ao fundo, com banco de madeira que nos permite descansar e apreciar a vista maravilhosa em frente. O relevo daquele local permite que se forme uma cascata com sucessivas quedas, é tão incrível o local que nos sentimos pequenos.

Senti-me honrada em conhecer aquele local. Se nos aventurarmos mais abaixo, revelam-se outros pormenores da cascata. Os pássaros aproveitam a deslocação do ar e divertem-se a planar, parecem também eles apreciar a beleza das águas. Não há vontade de partir mas regressamos, subindo de volta à aldeia.

O almoço que se segue no Parque criado pelo PNPG sabe a mel… a fome já era muita. Este é um percurso a não perder, para quem ama a paz da natureza, para quem gosta de lhe sentir os cheiros. É uma paisagem agreste, onde se descobrem os desenhos da pedra de granito, entre o verde da vegetação e aqui e ali encontramos verdadeiros tesouros: como este Mosteiro de origem pré-românica e esta cascata de sonhos…


Mais fotos em:

http://pafonso.multiply.com/photos/album/118/118

1 comentário:

Adriano Filipe disse...

Amigos Paulo e Marisa
Bonitas imagens,gostei, continuem a mostrar as coisa belas que Portugal tem.Parabéns.
Um abraço
A.Filipe